Com dois médicos na UTI e outros seis afastados, Vilhena vive momento mais dramático da pandemia

Fonte: Folha do Sul

O FOLHA DO SUL ON LINE apurou que foi transferido nesta sexta-feira, 24, em UTI aérea, para um hospital de Cuiabá (MT), o médico Luís Alberto Valdez Marquez. Ele atua no Hospital Regional de Vilhena e foi diagnosticado com a Covid-19.

Assim como o colega Jânio Marques Vieira de Souza, do mesmo hospital, que também foi transferido para uma unidade particular de Cacoal, após testar positivo, Valdez optou por se tratar em outra cidade por ter plano de saúde privado que cobre o deslocamento e a internação em UTI.

Os dois profissionais se juntam a outros seis médicos da unidade que estão afastados das funções, em isolamento, após terem sido contaminados pelo novo Coronavírus. No caso deles, porém, os sintomas são leves e todos estão se tratando em casa.

Entre enfermeiros e técnicos da rede pública em Vilhena, o número de afastados chegou a 25 profissionais . Todos eles também apresentaram sintomas leves, mas precisaram permanecer pelo menos duas semanas em quarentena. Alguns, inclusive, já voltaram ao trabalho.

NÚMERO DE LEITOS


Ao FOLHA DO SUL ON LINE, o secretário municipal de Saúde, Afonso Emerick, revelou que a ocupação dos leitos da “Ala Covid”, que ontem havia batido em 70%, hoje recuou para 40%.

Além disso, com 16 respiradores, o HR tem capacidade para montar pelo menos outros três leitos completos de UTI. Isso será possível quando forem entregues as bombas de infusão doadas pelo frigorífico JBS Friboi, previsto para o próximo dia 30.

CUIDEM-SE!


Ao comentar o “pico da pandemia” que a cidade está atravessando neste momento, Emerick revelou que, atualmente, metade dos testes realizados em pacientes com sintomas está dando positivo. “Antes, dava de 8 a 10%. Aumentou muito a transmissão”, admitiu.

Justamente por causa desta situação, Afonso reforçou o pedido para que a população adote o isolamento, sempre que possível, não afrouxe as medidas de higiene e segurança e, principalmente, evite aglomerações. “Eu peço aos vilhenenses, pelo bem de todos, que parem com essas festas nos finais de semana. É crucial para que a gente consiga diminuir os contágios”.

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