Pelo menos 100 famílias continuam vivendo parcialmente isoladas em Cujubinzinho, distrito de Porto Velho que foi atingido pela maior cheia do Rio Madeira em Rondônia. O acesso por terra ao local está inviabilizado. E para verificar esta situação, representantes da Controladoria Geral da União (CGU), na terça-feira (5), no local, em Aliança e nos distritos localizados no Baixo Madeira. Um relatório deve ser elaborado um relatório pra ser apresentado em Brasília.
Os trabalhos foram divididos em três equipes, duas que desceram o Baixo Madeira de barco e uma que foi por terra até os distritos de Cujubim e Aliança. Nas duas localidades os representantes da CGU, juntamente com a Defesa Civil registraram os estragos causados pela cheia e conversaram com moradores da região para fazer um diagnóstico técnico.
"Neste momento vamos fazer um diagnóstico situacional de tudo do que está acontecendo aqui. Entrar em contato com a atuação do município, do estado, entender como tem sido esse relacionamento nos esforços deles no atendimento à população. Vários recursos estão sendo pleiteados junto a Secretaria Nacional de Defesa Civil e, então, estamos aqui para entender o que está acontecendo", disse Leandro Rocha, assistente técnico da Controladoria Geral da União.
Depois de acompanhar tudo de longe, o
s técnicos puderam ter uma real dimensão dos prejuízos. Um cemitério que fica às margens do rio desapareceu e agora só é possível ver uma cruz que ficou em cima de um barranco. O posto de saúde ainda está tomado por barro, assim como a escola do distrito que contiuam tomados pela água e pelo barro. A previsão é que seja normalizado em até 15 dias.
Enquanto isso, os alunos estão estudando em um local improvisado na casa do diretor. A medida foi tomada em conjunto com a comunidade para que o ano letivo não fosse perdido. "Chamei os pais e professores para uma reunião e todos concordaram, pois não tínhamos outra alternativa. Se demorasse mais ainda, não teríamos condições de concluir o ano letivo", afirmou Edson Monteiro de Oliveira, diretor da Escola Estadual Raimundo Nonato.
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FONTE-G1/RO)