Avanço do desmatamento em RO pode fazer macaco ameaçado de extinção desaparecer, indica estudo


Nova pesquisa sobre o macaco-barrigudo procurou reavaliar a distribuição geográfica do mamífero e prever a perda das áreas de ocorrência da espécie, que já tem mais de 23% do habitat natural perdido. Rondônia já acumula 205,53 km² de área desmatada em 2020.


O avanço do desmatamento na Amazônia pode resultar no desaparecimento do macaco-barrigudo em Rondônia nas próximas décadas. Um recente estudo brasileiro publicado no periódico internacional Biodiversity and Conservation revela que, caso nada seja feito para frear as taxas de perda de floresta no bioma, o mamífero corre risco de perder até 58% do seu habitat natural em 30 anos, sendo a maior parte dessa perda no estado.

De pelagem acinzentada, o macaco-barrigudo é um dos maiores primatas da Amazônia e está na lista global dos animais ameaçados de extinção.

Macaco-barrigudo tem pelagem escura e acinzentada.  — Foto: Odair Diogo da Silva/Arquivo pessoal
A espécie ocorre em diversos fragmentos da floresta em Rondônia, região que em 2020 já tem 205,53 km² de área desmatada, segundo aponta o sistema Deter-B do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
No trabalho liderado por Thiago Cavalcante, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), em colaboração com pesquisadores de outras instituições, a distribuição geográfica do Lagothrix cana foi reavaliada e atualizada com subsídios para embasar políticas de conservação com intuito de diminuir o risco de extinção da espécie.

A pesquisa contou ainda com a colaboração de outros pesquisadores do INPA, IDSM, Universidade Federal de Rondônia (Unir) e Universidade do Estado de Minas Gerais (UFMG).

Segundo Thiago, a partir dessa atualização foi possível avaliar as áreas mais adequadas para que o macaco-barrigudo possa continuar vivendo na natureza.

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