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Pandemia está piorando em Rondônia após flexibilização da quarentena, indica estudo

Estudo indica que casos estão acima do cenário esperado por professores doutores. Estado teve maior n° de casos em um dia nesta semana.

Um estudo feito por dois doutores da Universidade Federal de Rondônia (Unir) indica que a situação da pandemia de coronavírus está piorando em Rondônia depois que o governo incluiu 38 municípios na fase 3 de distanciamento, e autorizou a reabertura seletiva do comércio.

A análise da pandemia no estado foi feita pelo professor Dr. Tomás Daniel Menendez Rodriguez e professora Dra. Ana Lúcia Escobar.

"Pelos últimos dados temos uma retomada perigosa da infecção por Covid-19 no estado, muito alta ainda no município de Porto Velho, e, pior ainda, se interiorizando mais rapidamente para outros municípios", afirmam os professores no estudo.

Os casos notificados no dia 22 de julho superaram o pior cenário que havia sido projetado por Tomás e Ana Lúcia, no começo de junho.

À época, os pesquisadores estipularam uma média de 600 casos da doença para 22 de julho. Porém, na última quarta-feira (22), o estado teve 2.302 diagnósticos de coronavírus.

"Até o dia 22 de julho a curva dos casos notificados apresentava uma aparente estabilidade. Isto é, aparentemente a pandemia teria atingido o platô, mesmo que em níveis elevados. No entanto, com o aumento expressivo de casos, a curva sofreu uma inflexão para cima, o que pode indicar que o pior cenário poderá ser superado em não muito distante momento", indica o relatório da Unir.


Em 1 mês, casos ativos de Covid-19 cresceram mais que o dobro em 19 cidades
O estudo também indica os dias que o governo estadual não informou os dados de Covid-19. Com isso foi analisada a situação do número de casos acumulados por semanas.

Segundo o estudo, o possível “falso pico” de 2,3 mil casos novos de coronavírus, do dia 22 julho, contém o acumulado de vários dias, pois a última 'informação confiável' era do dia 17 de julho.

"Casualmente a 18ª semana de Covid-19 em Rondônia compreende os dias de 17 a 23 de julho, ou seja, acumula os dados dos dias com problemas de informação, acertando, nesse caso, as informações da semana", indicam os professores.






Óbitos
As mortes provocadas pelo coronavírus no estado também preocupam os professores da Unir. Isso porque a semana de 23 de julho ultrapassa o maior número de óbitos registrado na semana 12.

"Os dados oficiais já ultrapassaram o limite superior do intervalo de confiança para o pior cenário. A tendência é que os casos superem em muito as predições", indica o estudo.



A semana 12 (de 5 ao 11 de junho), com 100 casos, era a pior até a retomada da velocidade de crescimento. Isso aconteceu a partir da 16º semana (quando começaram os relaxamentos das fases) até esta última semana (de 17 a 23 de julho), onde foi superado aquele recorde negativo com 107 casos.

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