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Depois de se submeter às regras sanitárias russas, Bolsonaro consegue foto ao lado de Putin

 


Depois de se submeter às regras sanitárias determinadas pelo governo da Rússia, o presidente Jair Bolsonaro conseguiu a foto que sua equipe queria registrar: sentado bem próximo de Vladimir Putin, ao contrário do presidente francês, Emmanuel Macron, e do chanceler alemão, Olaf Scholz, que se recusaram a fazer o teste de covid dos russos.


Bolsonaro se submeteu a cinco exames de Covid exigidos pelas autoridades russas. Macron e Scholz não quiseram aceitar essas exigências. De acordo com agências internacionais, eles tiveram receio de ceder DNA aos russos. Com isso, Macron e Scholz, quando estiveram com Putin, se sentaram na ponta de uma mesa que chamou a atenção do mundo inteiro pela extensão, digamos, incomum.

Já Bolsonaro, diferentemente do que costuma fazer no Brasil, está seguindo todos os protocolos de enfrentamento da pandemia do coronavírus determinados pelo governo da Rússia. Além de se submeter aos testes de Covid, desembarcou no aeroporto de Moscou usando uma máscara, o que não faz em seu país.


Bolsonaro não foi o único que conseguiu a foto perto de Putin. Em visitas recentes ao líder russo, os presidentes Alberto Fernandez (Argentina), Tayyp Erdogan (Turquia) e Aleksandr Lukashenko (Belarus) se sentaram na mesma distância do presidente brasileiro.



Objetivos da viagem

Na estratégia da equipe presidencial, a viagem à Rússia tem dois objetivos. Um, bilateral, na busca de garantir principalmente o fornecimento de fertilizantes para o agronegócio brasileiro, num momento de escassez do produto no mercado. Outro, eleitoral, para tentar mostrar que Bolsonaro não está isolado no cenário mundial e teria “proximidade” com um grande líder, no caso Putin.

Por sinal, acompanha o presidente Bolsonaro na viagem o seu filho Carlos Bolsonaro, responsável pelas redes sociais do chefe do Executivo federal e que também fará parte da equipe de comunicação da campanha pela reeleição. Sua equipe está colhendo imagens do encontro para serem usadas para fazer um contraponto ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que recentemente foi recebido por líderes mundiais na Europa, como Macron e Scholz.


Aliados do presidente da República avaliam que Bolsonaro deveria se comportar no Brasil como está fazendo na Rússia, seguindo todos os protocolos sanitários de enfrentamento do coronavírus. Eles defendem uma mudança no comportamento presidencial não só para evitar mais desgastes para ele como também para que não sejam atingidos pela reação negativa da população ao negacionismo de Bolsonaro.

Por Valdo Cruz - G1

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