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Metade dos espiões russos foi expulsa por países europeus desde o início da guerra, diz chefe do MI6

 Metade dos espiões russos operando na Europa sob a cobertura do serviço diplomático foi expulsa dos países que os acolhiam desde que a guerra na Ucrânia teve início, no dia 24 de fevereiro. A afirmação foi feita por Richard Moore, chefe da agência de espionagem britânica SIS (Serviço Secreto de Inteligência, da sigla em inglês), o popular MI6. Ele falou na última quinta-feira (21) durante conferência de segurança nos EUA, segundo o jornal Guardian.


“Portanto, em toda a Europa, foi expulsa cerca de metade, pelo menos cerca de 400 oficiais de inteligência russos operando sob cobertura diplomática”, disse Moore. “Isso provavelmente reduziu pela metade a capacidade deles de espionar para a Rússia na Europa”.


Segundo Moore, as agências de inteligências ocidentais fizeram esforços “bastante combinados” para interromper as ações de espionagem de Moscou. O mesmo cálculo havia sido feito em abril pela revista Foreign Policy, mas está é a primeira vez que a proporção foi anunciada


São casos de cidadãos russos suspeitos de usar o disfarce do serviço diplomático para servir à inteligência de seu país, um problema antigo, mas que se tornou o centro das atenções das nações europeias com a eclosão da guerra. Quem antes fazia vista grossa para o problema agora o considera intolerável.


Ao citar os dados, Moore destacou o caso do russo Sergey Cherkasov, que se passou por brasileiro para obter um estágio no TPI (Tribunal Penal Internacional), onde espionaria para Moscou. Ele usava o nome falso Viktor Muller Ferreira quando foi preso e deportado para o Brasil. Julgado, foi condenado pela Justiça Federal de são Paulo a 15 anos de prisão por uso de documento falso, segundo o portal G1.

Richard Moore, chefe da MI6, em reunião do Reino Unido, fevereiro de 2020 (Foto: Twitter/Richard Moore)

Moore ainda falou sobre o desenvolvimento da guerra e disse considerar o conflito “vencível” para a Ucrânia, afirmando que a Rússia “encontrará cada vez mais dificuldade em fornecer mão de obra e material nas próximas semanas”.


Ele destacou que são fundamentais para a vitória de Kiev as armas fornecidas pelas nações ocidentais. “É importante, eu acho que para os próprios ucranianos, que eles demonstrem sua capacidade de contra-atacar”, declarou.


Ao analisar a situação do outro lado do front, o chefe da espionagem britânica disse não haver evidências de que a China esteja fazendo o mesmo e fornecendo armas a Moscou, vez que as sanções ocidentais preocupam Beijing. Entretanto, Moore opinou sobre essa questão: “Se eles pudessem fornecer armas e se safar, eles o fariam”.


Diplomatas expulsos

Em março, a Bulgária foi uma das primeiras a agir contra a inteligência russa. Sem entrar em maiores detalhes, Sófia justificou a expulsão de dez russos dizendo apenas que “os referidos funcionários da Embaixada da Federação Russa na Bulgária realizaram no território da República da Bulgária atividades incompatíveis com a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas”.


A decisão foi logo acompanhada pelas nações bálticas, que adotaram medida idêntica. Letônia e Estônia anunciaram a expulsão de três diplomatas cada, enquanto a Lituânia expulsou quatro.


“Os ataques militares da Rússia a civis, bens civis, hospitais, escolas, maternidades e bens culturais são crimes de guerra e crimes contra a humanidade”, disse o ministro das Relações Exteriores da Lituânia, Gabrielius Landsbergis. “Os serviços especiais russos estão ativamente envolvidos na organização desses crimes contra a população pacífica da Ucrânia, por isso não queremos que os representantes dessas estruturas caminhem em nossas terras e representem uma ameaça à segurança nacional da Lituânia”.


Uma semana depois foi a vez da Polônia, cuja lista de expulsões tinha 45 pessoas. Na sequência, quatro países da União Europeia (UE) expulsaram 43 diplomatas no total. A Holanda puxou a fila, com 17 expulsos por desempenharem “atividades secretas”. A Bélgica, em ação coordenada com o vizinho, expulsou 21. O terceiro país a aderir à ação foi a República Tcheca, com um nome, enquanto a Irlanda anunciou uma lista com quatro indivíduos.


Em abril foi a vez de a Alemanha expulsar 40 diplomatas russos, enquanto a França anunciou a saída de 25. A ministra das Relações Exteriores alemã, Annalena Baerbock, disse na ocasião que a decisão de expulsar os diplomatas russos foi uma resposta à “brutalidade inacreditável” do Kremlin na Ucrânia. Paris, por sua vez, alegou que o movimento também estava diretamente relacionado ao massacre em Bucha.

Fonte A Referencia 

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