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Austrália investiga se militares aposentados foram recrutados pelo governo da China

 Beijing é suspeita de oferecer generosos pagamentos para que ex-combatentes ocidentais treinem soldados chineses

Jatos da força aérea chinesa em manobras de exibição, setembro de 2021 (Foto: ECNS.CN)

O governo da Austrália iniciou uma investigação para apurar se militares aposentados do país foram abordados pela China. A suspeita é de que os ex-combatentes tenham sido contratados para oferecer treinamento a soldados chineses, uma denúncia que engloba também o Reino Unido e possivelmente outras nações ocidentais. As informações são da rede Voice of America (VOA).


Ao comentar o caso, o ministro australiano da Defesa, Richard Marles, afirmou que os ex-soldados têm uma  “obrigação duradoura” de proteger os segredos de Estado e que “revelar qualquer um desses segredos é crime”. Assim, uma “análise detalhada” será feita para apurar se de fato ocorreu a abordagem e, em caso positivo, se houve quebra de sigilo.

A situação levou a oposição australiana a questionar o governo, pedindo inclusive a criação de novas leis sobre o tema. O líder oposicionista Peter Dutton classificou as suspeitas como “alarmantes”.

Marles afirmou que “vários casos” estão sendo analisados, mas não informou se houve alguma confirmação até agora. O resultado da investigação deve ser entregue ao ministério da Defesa até o dia 14 de dezembro.

No final de outubro, a rede britânica BBC revelou que ao menos 30 ex-militares britânicos foram contratados para treinar soldados chineses, em troca de pagamentos que chegam a US$ 270 mil (R$ 1,42 milhão).

O conhecimento dos instrutores é usado para ensinar aos chineses como atuam os pilotos ocidentais, algo que seria útil em um eventual conflito entre os dois lados. E essa possibilidade torna-se cada vez menos improvável diante da tensão atrelada à questão de Taiwan.

Por que isso importa?
A vertiginosa modernização das forças armadas da China é motivo de preocupação no Ocidente. Beijing ostenta o segundo maior orçamento de Defesa do mundo, tendo investido US$ 293 milhões no setor em 2021, segundo o site Statista. Somente os EUA gastaram mais no ano passado, US$ 801 bilhões. Índia (US$ 76,6 bilhões), Reino Unido (US$ 68,4 bilhões) e Rússia (US$ 65,9 bilhões) aparecem a seguir.

Atualmente, a China tem a maior marinha do mundo, à frente da norte-americana, o maior exército permanente do mundo e um arsenal balístico e nuclear capaz de rivalizar com qualquer outro. 

O desenvolvimento das forças armadas ocorreu durante o governo de Xi Jinping. Quando ele assumiu o comando do ELP (Exército de Libertação Popular), em 2013, a reformulação já havia começado, mas foi então ampliada e acelerada.

Hoje, a marinha chinesa tem dois porta-aviões ativos, um terceiro em construção e 360 navios, superando inclusive os EUA, que têm 300 embarcações militares. Já o exército permanente chinês tem cerca de dois milhões de soldados, mais que qualquer outra nação. A Índia é a segunda maior força do tipo no mundo, com cerca de 1,4 milhão de tropas, contra 1,35 milhão dos EUA, de acordo com o site World Atlas.

O arsenal nuclear da China também tem aumentado num ritmo muito maior que se imaginava, levando a nação asiática a reduzir a desvantagem em relação aos Estados Unidos nessa área. Relatório recente do Pentágono sugere que Beijing pode atingir a marca de 700 ogivas nucleares ativas até 2027, tendo a meta de mil ogivas até 2030.

Por Redação

Fonte A  - Referência

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