Cerca de 200 servidores estaduais de Rondônia se reuniram em frente ao Centro Político Administrativo (CPA), no primeiro dia de paralisação geral, nesta quarta-feira (18), em Porto Velho. Os servidores pedem por melhorias das condições de trabalho, revisão geral anual salarial e fim do descaso no serviço público. Os sindicatos dos trabalhadores da Educação, Saúde, Polícia Civil e setor administrativo devem manter apenas 30% de efetivo trabalhando durante as paralisações, previstas para durar 72 horas e seguir até a próxima sexta-feira (20).
O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde (Sindsaúde) reivindica melhores condições de trabalho para atender a sociedade. Segundo Goberi Paixão, diretor de administração, um acordo feito com o Governo durante uma greve em 2013, que garantia a recomposição salarial de 6%, não foi efetivado para nenhuma das categorias de servidores, além do não pagamento do auxílio insalubridade há mais de quatro anos.
Queremos condições de trabalho para atender os pacientes. Fucionários do Hospital João Paulo II foram agredidos porque o hospital não tinha lençóis para atender o paciente", disse o diretor. Na saúde, servidores de Porto Velho, Cacoal, Vilhena, Guajará-Mirim, Ariquemes, Buritis e Extrema participam do movimento durante as 72 horas de paralisão, mas 30% do efetivo continua trabalhando nos hospitais.
A Polícia Civil participa da paralisação com 70% do efetivo fora das delegacias. O presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil (Sinsepol), Jales Moreira, declarou que os servidores só devem retomar as atividades às 23h59 de sexta-feira, mas vão manter 30% do efetivo na Central de Flagrantes, para atender as ocorrências de crimes hediondos e de maior gravidade. Os de casos de furtos e roubos, perdas de documentos ou emissão da carteira de identidade não serão atendidos nos próximos
Na rede estadual de ensino, 90% das escolas estão paralisadas em todo o estado, segundo informações do diretor regional, Fernando da Silva. Conforme o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintero), a greve acontece de Vilhena a Porto Velho, onde 100% dos servidores paralisaram em Itapuã do Oeste e Candeias do Jamari. "Não esperamos que o governo nos atenda de uma hora pra outra, mas precisamos pressionar, para que o reajuste atenda às necessidades dos trabalhadores de educação", declarou Fernando.
A professora Judite dos Santos Campos, explicou que o Governo fez uma proposta de retorno salarial de 7,97%, como gratificação, mas a categoria entende que deve melhorar o que foi oferecido. "Pedimos 19% de reajuste, temos de 13,01% e de 8,32%, que não foi repassado para a educação. Queremos 6% de reajuste no salário, prometidos em 2013, que deveria ser pago em janeiro de 2015", desabafou.
Já o Sindicato dos Trabalhadores no Poder Executivo (Sintraer), pleiteia a revisão geral anual salarial e adiciona entre as reivindicações a atualização da progressão dos servidores, auxílio alimentação e ajuste no auxílio saúde.
Os servidores garantem que se não chegarem a um acordo com o Governo do Estado, cada categoria deve continuar com a paralisação de forma individual.
Interior
Nas cidades do interior do estado também ouve manifestações e assembleias. Em Ariquemes (RO), os servidores estaduais se reuniram na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia (Sintero). De acordo com o diretor da Regional, Alan Duarte do Espírito Santo, o objetivo do encontro foi decidir o cronograma dos três dias de paralisação. "Hoje às 16h sairemos, em passeata, de frente à Câmara de Vereadores até a prefeitura. Amanhã concentração, o dia todo, em frente à casa do governador e na sexta, pela manhã, concentração em frente à prefeitura", cotou
Já em Cacoal (RO), os servidores em educação estão com 95% do quadro paralisado. Além deles os funcionários da Polícia Civil, Saúde, técnicos tributários, do Departamento de Estradas de Rodagens (DER) cruzaram os braços e estão realizando assembleias.
Servidores públicos estaduais da educação, policiais civis e agentes penitenciários se reuniram na Praça Nossa Senhora Aparecida em Vilhena. Segundo o delegado regional do Sindicato do Trabalhadores da Educação de Rondônia (Sintero) João Assis da Silva, são aproximadamente mil servidores paralisando as atividades educacionais. Em todo o Cone Sul são mais de 3,8 mil funcionários.
FONTE=G1/Rondonia




