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Esquema pode ter desviado mais de R$ 1 mi do Pronaf em RO, diz PF



Um esquema criminoso pode ter desviado mais de R$ 1 milhão do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) através de financiamentos no Banco do Brasil de Campo Novo de Rondônia. A Polícia Federal (PF) informou que investiga o grupo há cerca de seis meses e realizou nesta quarta-feira (15) a Operação Parasitas

De acordo com as investigações, servidores da Associação de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater) e agricultores também podem estar envolvidos nas fraudes.
O delegado Rafael Leão explica que um ex-gerente do Banco do Brasil de Campo Novo de Rondônia usava laranjas para desviar dinheiro. "O gerente fornecia recursos do Pronaf via contrato de financiamento. Diversos eram realizados com pessoas que não eram agricultores. Eles conseguiam o documento de aptidão falso para obter o financiamento", conta.

Segundo a apuração da Polícia Federal, o funcionário da agência ficava com a parte do dinheiro e facilitava a liberação de financiamentos aos envolvidos. "Após concedido o crédito, ele conseguia pegar de volta uma parcela, deixando uma parte desse valor com o laranja", detalha o delegado.
Ao todo foram cumpridos 10 mandados judiciais de busca e apreensão e 30 mandados de condução coercitiva nas cidades de Campo Novo de Rondônia, Brasília (DF) e São Paulo (SP). "Ainda estamos averiguando, mas é possível que servidores da Emater tenham recebido valores para conceder estas Declarações de Aptidão (Daps) do Pronaf", comenta Leão.


As pessoas usadas eram agricultores e não agricultores que adquiriam a Dap falsa com servidores da Emater. "Os agricultores, que de fato eram agricultores, não aplicaram estes recursos na finalidade do contrato. Isso também caracteriza o desvio. Vamos mapear todos os contratos que foram realizados na agência, mas, de início, a gente estipula mais de R$ 1 milhão desviado", conclui o delegado.
Conforme a PF, os envolvidos responderão, na medida de suas participações, por lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta de instituição financeira, desvio de recursos de financiamento, falsidade ideológica, peculato, corrupção ativa e passiva, dentre outros crimes. As penas somadas podem chegar a 94 anos.
A PF afirma que o Banco do Brasil está colaborando com a apuração do caso. O G1 entrou em contato com a Emater, que disse que irá contribuir com a averiguação e punição aos servidores envolvidos.
Fonte=G1/Ro