Grupo extorquia vítimas frágeis com ameaças diretas; MP-RO defende que integrantes devem arcar juntos com prejuízos causados pela rede ilegal.
Objetos apreendidos durante Operação Soldados da Usura em RO — Foto: MP-RO
O Ministério Público de Rondônia (MP-RO) denunciou 16 pessoas por agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro, entre eles policiais militares. Eles são acusados de integrar um "grupo de cobrança" que usava violência para extorquir dinheiro e bens de vítimas envolvidas em um esquema de agiotagem.
Segundo o MP-RO, o grupo fazia empréstimos ilegais com juros abusivos. Quando os valores não eram pagos, os policiais eram enviados para cobrar e agiam de forma extremamente agressiva, utilizando armas de fogo, ameaças e violência física para forçar as vítimas a pagar empréstimos.
A denúncia foi apresentada no dia 6 de agosto e inclui acusações de:
Constituição de organização criminosa
Usura (44 vezes)
Extorsão (81 vezes)
Lavagem de capitais
As vítimas eram pessoas vulneráveis e muito endividadas, muitas delas afetadas pela pandemia. Há também relatos de que familiares e até crianças sofreram ameaças e constrangimentos durante as cobranças.
O Ministério Público quer que os acusados paguem uma indenização mínima para compensar os prejuízos das vítimas. Eles calcularam três tipos de valores:
R$ 126 mil para cobrir os danos materiais (como dinheiro perdido ou bens tomados);
R$ 200 mil para cada pessoa que sofreu danos morais (como humilhação, medo, ameaças);
R$ 1,2 milhão por dano moral coletivo, ou seja, pelo impacto que o grupo causou na sociedade.
Esses valores devem ser pagos por todos os envolvidos no esquema, juntos, como forma de reparar o sofrimento das vítimas.

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