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PATRIOTA?: Vereador que liderava invasões de terra pela LCP é bolsonarista do PL

 Jair da 29 é vereador em exercício, eleito pelo PL (Partido Liberal).

Mas a LCP não seria uma organização de esquerda? O vereador é apontado como  líder pelo Ministério Público de Rondônia.


O vereador de Nova Mamoré (RO), Jair Alves de Oliveira, 46 anos, conhecido como "Jair da 29", foi preso na manhã desta quarta-feira (12) durante a Operação Godos, deflagrada pelo Ministério Público de Rondônia. Ele é apontado como um dos líderes da Liga dos Camponeses Pobres (LCP), considerada pelo MPRO a maior e mais violenta organização criminosa de invasão rural em atividade na Amazônia Legal.

 

Jair da 29 é vereador em exercício, eleito pelo PL (Partido Liberal) — legenda do ex- presidente Jair Bolsonaro. Ele concorreu com o número 22222 e teve candidatura deferida. No registro oficial da Justiça Eleitoral em 2024, o parlamentar declarou R$ 2.900.000,00 em bens, ocupando posição de destaque entre os políticos mais abastados do município.



Operação Godos: maior ação contra crimes agrários em Rondônia

 

A prisão ocorreu durante a Operação Godos, que mobilizou mais de 500 agentes públicos em diversas regiões do estado. Ao todo, 20 pessoas foram presas em áreas próximas à fazenda Norbrasil e ao assentamento Thiago dos Santos, em Porto Velho. A investigação mira uma organização criminosa envolvida em invasões de terras, extorsões, crimes ambientais, comércio ilegal de áreas e lavagem de dinheiro.

 

As apurações, iniciadas em setembro de 2022, revelaram a existência de um grupo altamente estruturado e violento atuando na zona rural de Porto Velho, especialmente na região de Nova Mutum Paraná.

 

 

Extorsões, violência armada e coerção

 

Segundo o MPRO, o modus operandi envolvia grave ameaça com armas de fogo, inclusive de uso restrito. As vítimas - geralmente pequenos produtores e posseiros - eram obrigadas a transferir terras para pessoas indicadas pelos criminosos, mediante contratos simulados.

 

 

Quem resistia enfrentava retaliações, como:

 

Ameaças de morte

Agressões físicas

Destruição de casas e benfeitorias

Furtos e roubos de equipamentos

Incêndios e expulsões violentas

Esquema milionário e danos ambientais

 

As investigações apontam que a organização criminosa mantinha um ciclo lucrativo baseado em exploração ilegal de recursos naturais, venda de áreas invadidas e lavagem de dinheiro. O grupo utilizava laranjas, empresas de fachada e transações imobiliárias fictícias.

 

 

Entre os resultados da apuração:

 

25 mil hectares de desmatamento ilegal, equivalente a 35 mil campos de futebol

Mais de R$ 110 milhões movimentados entre 2020 e 2025

Conversão sistemática de lucros ilícitos em patrimônio e ativos financeiros

 

O MPRO classificou o esquema como um dos mais complexos já identificados em crimes agrários na Amazônia.

 

 

Perfil político e contradições

 

Apesar de ser apontado como líder de uma organização envolvida em invasões de terras e crimes ambientais, Jair da 29 construiu carreira política alinhada ao bolsonarismo. Filiado ao PL, partido que se posiciona publicamente contra movimentos de invasão rural, ele se apresentava como defensor da propriedade privada e da segurança no campo.

 

A prisão expõe uma contradição que chamou atenção de investigadores e da classe política local: enquanto pregava ordem e legalidade, o vereador é acusado de comandar justamente um dos grupos mais violentos de apropriação criminosa de terras no estado.

 

 

Desdobramentos

 

A Operação Godos permanece em andamento. Novas prisões, bloqueios de bens e buscas podem ocorrer conforme avança a análise do patrimônio do grupo. O MPRO afirma que a ação representa um marco no combate ao crime organizado rural em Rondônia.


Fonte - rondoniaaovivo.com










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