A Polícia Civil de Rondônia deflagrou, nesta sexta-feira (5), a Operação Descarrilho II, considerada uma das maiores ofensivas já realizadas pela instituição no enfrentamento ao crime organizado no estado. A ação mira uma célula da facção Comando Vermelho, com atuação em Rolim de Moura, Jaru e outras sete cidades de Rondônia e Mato Grosso do Sul.
Ao todo, 98 medidas cautelares foram cumpridas, sendo:
39 prisões preventivas,
30 mandados de busca e apreensão domiciliar,
29 bloqueios de bens.
Mais de 200 policiais civis participaram da operação, coordenada pela 2ª DRACO/DECCO, com apoio da SESDEC, CORE, DPI, Delegacias Regionais e Ministério Público de Rondônia. A ação integra a rede RENORCRIN do Ministério da Justiça.
Cidades onde houve cumprimento de mandados
Rolim de Moura (RO)
Jaru (RO)
Ji-Paraná (RO)
Cacoal (RO)
Espigão do Oeste (RO)
Theobroma (RO)
Vale do Anari (RO)
Machadinho do Oeste (RO)
Campo Grande (MS)
Rolim de Moura e Jaru concentram a maioria das prisões
Em Rolim de Moura, foram cumpridas:
24 prisões,
21 buscas domiciliares.
Em Jaru, os alvos foram:
15 prisões,
9 buscas, incluindo integrantes envolvidos em incêndios criminosos contra provedores de internet, ordenados como forma de intimidação e retaliação por extorsões não atendidas.
Investigação teve início após sequestro
As apurações começaram após um flagrante de sequestro e cárcere privado cometido por membros do Comando Vermelho contra dois indivíduos que vendiam drogas sem autorização da facção. A intervenção policial impediu a execução das vítimas.
A partir desse caso, a Polícia Civil mapeou uma estrutura criminosa altamente organizada, com:
hierarquia definida,
divisão de tarefas,
atuação intermunicipal,
uso de “laranjas” para lavagem de dinheiro,
comando vindo do núcleo central da facção no Rio de Janeiro.
As investigações também identificaram lideranças, gerentes de bairros e entregadores responsáveis pela distribuição de drogas em diversos municípios.
Lavagem de dinheiro e comunicação por grupo de WhatsApp
A facção movimentava valores por meio de contas de terceiros, realizando transações suspeitas que sustentavam a estrutura criminosa. Um grupo de WhatsApp chamado “Diretoria Rolim de Moura” era utilizado para:
coordenar entregas,
repassar ordens,
gerenciar o comércio de entorpecentes.
Tribunal do crime e ataques incendiários
Os investigadores descobriram que o grupo mantinha um “tribunal do crime”, onde eram decididas punições para membros e rivais.
Em Jaru, os ataques incendiários a provedores de internet foram ordenados pela facção para intimidar empresários que se recusaram a pagar extorsão, colocando vidas em risco e causando sérios prejuízos econômicos.
A Polícia Civil destacou que a Operação Descarrilho II representa um avanço no enfrentamento ao tráfico de drogas e à violência urbana em Rondônia. O trabalho integrado entre Polícia Civil, Ministério Público e SESDEC reforça o compromisso com a segurança pública e com o desmantelamento de organizações criminosas que ameaçam a população.
Fonte: DO ROLNEWS

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