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Família pede retomada das buscas por jovem desaparecido após naufrágio em RO: 'Ele pode ter corrido para a mata'

 Corpo de Bombeiros Militar encerrou as buscas no rio na última terça-feira (5). Familiares acreditam que Henzo pode não ter entrado na embarcação ou conseguiu nadar depois que ela naufragou.


A família de Henzo Alexandre Souza Amaro, de 24 anos, usou as redes sociais nesta semana para pedir que as autoridades retomem as buscas pelo jovem, desaparecido desde o dia 30 de abril, após um naufrágio no rio Machado, em Machadinho D'Oeste (RO).


O Corpo de Bombeiros Militar encerrou as buscas no rio na última terça-feira (5), depois de cinco dias de operação. Quatro corpos foram encontrados, mas Henzo não foi localizado.


Em entrevista à Rede Amazônica, familiares afirmaram acreditar que Henzo pode não ter entrado na embarcação no momento do acidente ou conseguiu nadar depois que ela naufragou, por isso pedem que as buscas sejam feitas em uma área de mata próxima ao local do naufrágio.


''A última localização do celular dele não bate com a localização do local que o barco saiu. Todo esse tempo do transcurso do acidente, todos os relatos de como foi. Tudo isso nos traz grande estranheza. Essa estranheza também foi compartilhada pelas pessoas que estavam trabalhando na busca. Então, a gente decidiu insistir para que isso [as buscas] seja realizado também por terra", disse.

Segundo a irmã, a ausência do corpo aumenta a esperança de que ele ainda possa estar vivo, mas em perigo e precisando de ajuda.


"Se aconteceu algo estranho, diferente, ele pode ter corrido para a mata e estar perdido, ferido, em um buraco, alguma coisa”, disse a irmã.


Durante a entrevista, Natália Gaienski, esposa de Henzo, que está grávida de sete meses, pediu ajuda da população e afirmou que a família continua recebendo informações sobre o caso.


“Se alguém tiver uma informação, uma pista, pode ser anônima, não é obrigatório se comprometer. Assim como a gente tem feito todo esse tempo, a gente tem escutado muita gente, mesmo assim a gente está guardando os nomes, a gente não está espalhando”, pediu.

A Polícia Civil investiga o caso e informou que já solicitou apoio de forças especializadas para reforçar as buscas em áreas de mata. Segundo o delegado responsável pelo caso, foi solicitado apoio ao Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), da Polícia Militar, e à 17ª Brigada de Infantaria de Selva, do Exército, para atuação com equipes especializadas em buscas na floresta.


O delegado informou ainda que a demanda também foi encaminhada ao Departamento de Polícia do Interior (DPI), para avaliar o possível apoio da Core, equipe especializada da Polícia Civil.


O g1 entrou em contato com os órgãos citados, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.


Naufrágio no rio Machado

O acidente aconteceu no dia 30 de abril, em Machadinho d’Oeste (RO), quando cinco pessoas desapareceram após a embarcação virar no rio Machado. No sábado (2), quatro corpos foram encontrados pelas equipes de resgate. A partir de então, as buscas passaram a se concentrar na localização de Henzo Alexandre Souza Amaro.


Ao longo dos dias seguintes, bombeiros, familiares e voluntários atuaram nas buscas com apoio de embarcações, drones e equipamentos usados para varredura no rio. As buscas foram encerradas na última terça-feira (5).


Henzo, de 24 anos, é empresário e morador de Ariquemes (RO). Ele é a única vítima que ainda não foi localizada após o naufrágio.


O local, um dos principais pontos turísticos do município, é conhecido pela forte correnteza, o que dificulta as buscas.


A cachoeira fica a cerca de 80 km da zona urbana da cidade. Segundo a prefeitura, o local chama a atenção principalmente de quem aprecia a pesca esportiva.


Segundo a descrição de moradores, é um local lindo, porém traiçoeiro e perigoso para quem não conhece.



Por Ana Cláudia Ferreira, Carol Miranda, Rede Amazônica e g1 RO






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