O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou duas ações civis públicas com pedido de urgência para garantir melhorias imediatas nas Casas de Apoio à Saúde Indígena (Casai) de Cacoal e Ji-Paraná. As ações cobram reformas estruturais, substituição de colchões, ampliação da capacidade de atendimento e contratação de profissionais para assegurar um atendimento digno às comunidades indígenas.
Entre as denúncias apresentadas estavam a falta de medicamentos e insumos, problemas na estrutura das unidades de saúde, dificuldades no acesso a exames e especialistas, além da escassez de veículos, combustível e equipamentos para as equipes de atendimento. As lideranças também solicitaram a substituição da coordenação do DSEI Vilhena, alegando falhas na gestão da saúde indígena. O caso foi encaminhado ao Ministério Público Federal, com pedido de investigação.
Durante inspeções, o MPF confirmou diversas irregularidades, entre elas pacientes e acompanhantes dormindo no chão por falta de leitos, infiltrações, fiação elétrica exposta, banheiros em condições inadequadas, colchões deteriorados e deficiência no quadro de profissionais.
Em seu posicionamento, Dra. Amália Milani destacou que “a saúde indígena precisa ser tratada com responsabilidade, respeito e compromisso”, defendendo mudanças na gestão e a adoção de medidas que garantam um atendimento digno e humanizado às comunidades indígenas.
Segundo a procuradora da República Caroline de Fátima Helpa, as ações têm como objetivo assegurar o direito à saúde e determinar providências urgentes para corrigir as irregularidades constatadas nas unidades.
Segundo a procuradora da República Caroline de Fátima Helpa, as ações têm como objetivo assegurar o direito à saúde e determinar providências urgentes para corrigir as irregularidades constatadas nas unidades.
Fonte - Rondonia News

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