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LCP exige saída da PM e chama militares de ‘guaxebas de farda’, em RO


 A Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres emitiu uma nota em tom agressivo contra a Polícia Militar do estado de Rondônia exigindo a retirada imediata de todos os policiais da área que compreende o acampamento Tiago dos Santos, localizado em Nova Mutum Paraná, distrito de Porto Velho.


Nesse local, dois policiais militares foram assassinados em uma emboscada promovida neste último final de semana e de acordo com a nota da LCP, a partir desse momento uma série de acusações infundadas e eivadas de ódio contra os camponeses e a Liga passou a ser propagada no Estado.


Após os homicídios aproximadamente 60 PM’s se destacaram até a região do acampamento onde vivem aproximadamente 600 famílias em um total de duas mil pessoas entre mulheres e crianças que reivindicam o direito a viverem e produzirem em uma área de mais de 57.000 hectares.


Em uma clara acusação, a nota afirma que existem policiais militares da ativa e da reserva em Rondônia que realizam serviços de pistolagem a mando de grileiros de terra, além de chamar os militares de “guaxebas que usam farda em Rondônia”.


“Nessa PM de Rondônia, que reconhece que seus quadros da ativa e da reserva fazem serviço de pistolagem para latifundiários e grileiros ladrões de terra não se pode confiar nem um tantinho assim... nada. As trapalhadas, acertos de contas e fracassos destes guaxebas que usam farda em Rondônia que eles resolvam entre si e seus patrões grileiros, políticos e latifundiários. Lavem sua boca suja para falar dos camponeses, “sem terra” e da LCP”, afirma a Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres em nota.


Confira nota na íntegra:


Uma enxurrada de notícias vêm sendo divulgadas desde a noite de sábado, 03/10, sobre a morte de PM´s de Rondônia em área próxima ao Acampamento Tiago dos Santos em Nova Mutum Paraná, distrito de Porto Velho.


Um dos quais seria da reserva, estaria singelamente pescando, teria sido emboscado, assassinado, e o outro teria participado de suposta tentativa de resgate do primeiro quando foi alvejado.


A partir daí uma série de acusações infundadas e eivadas de ódio contra os camponeses e a Liga. E o envio de mais de 60 homens de grupos especiais e promessas de assassinato dos camponeses.


Nessa PM de Rondônia, que reconhece que seus quadros da ativa e da reserva fazem serviço de pistolagem para latifundiários e grileiros ladrões de terra não se pode confiar nem um “tantinho assim... nada”, como disse Che Guevara na ONU acerca do imperialismo.


As verdades sobre isso tudo são:


As mais de 600 famílias, 2.000 homens, mulheres e crianças do Acampamento Tiago dos Santos lutam por uma área pública, de mais de 57.000 hectares, criminosa e ilegalmente grilada, roubada e usada pelo latifundiário Antônio Martins dos Santos, conhecido como Galo velho, que foi preso esse ano em julho na operação amicus regem (amigos do rei) Antônio Martins o Galo Velho é um dos alvos da operação da Polícia Federal.

As trapalhadas, acertos de contas e fracassos destes guaxebas que usam farda em Rondônia que eles resolvam entre si e seus patrões grileiros, políticos e

latifundiários. Lavem sua boca suja para falar dos camponeses, “sem terra” e da LCP.


EXIGIMOS A IMEDIATA RETIRADA DA PM DA REGIÃO.


É impressionante como mentem e são covardes. Se houve como disseram um confronto entre camponeses e policiais, deve haver camponeses feridos. E quem vai responder a esta pergunta?


Que todas as vozes dos democratas e honestos, por esse Brasil afora, se levantem imediatamente. Todo esse discurso é para esconder alguma coisa muito grave e justificar um massacre!


É curto e grosso:


Fora com todos os PM´s e forças policiais de Nova Mutum Paraná!


Fora Galo Velho e seus guaxebas dos 57.000 hectares roubados!


Viva a luta pela terra!


Terra para quem nela vive e trabalha!


Viva o Acampamento Tiago dos Santos!


Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres

Fonte: rondoniaovivo

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