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Três PMs são detidos em Chupinguaia, acusados de atuar como “jagunços” de fazenda; esposa de gerente está na Unisp

 

Operação da Polícia Militar investiga integrantes da própria corporação





Três policiais militares de Chupinguaia foram detidos, na manhã desta segunda-feira, 22 acusados de agirem como seguranças da fazenda Nossa Senhora Aparecida, que faz divisa com a lendária Santa Elina, palco de um sangrento confronto entre sem-terra e PMs, que deixou vários mortos em 1995.

As primeiras informações dão conta que a própria Polícia Militar investigava a denúncia de que alguns policiais daquele município, incluindo um sargento, estariam atuando como seguranças particulares da fazenda, que vinha sofrendo invasões de pessoas já assentadas na Santa Elina.

De acordo com um advogado que atua no caso, ouvido por telefone pelo FOLHA DO SUL ON LINE, a operação sigilosa deflagrada pela PM tinha como objetivo cumprir mandados de busca e apreensão de armas e documentos, na investigação sobre as ações da suposta milícia armada, contratada para proteger a fazenda ameaçada.

Além dos três PMs, um gerente e dois empregados da propriedade foram detidos e trazidos para Vilhena, após armas não registradas terem sido encontradas no local. Dois carros, cujo dono seria o sargento, também foram apreendidos.

Na casa de outro gerente da fazenda, que mora em Vilhena, seis outras armas foram localizadas e a esposa dele, que é funcionária pública, acabou detida, já que o marido está fora da cidade, em viagem.

O advogado que defende alguns dos investigados disse que não irá se manifestar até ter acesso aos documentos que embasaram as ações da Polícia Militar contra os suspeitos, incluindo os próprios integrantes da corporação que estão sendo investigados.

A Operação foi deflagrada pelo 3º Batalhão, de Vilhena, ao qual são subordinados os militares que, neste momento, estão detidos numa sala da instituição na Unisp, onde serão ouvidos

Fonte: Folha do Sul Online

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