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Ômicron: Cuba tem capacidade para desenvolver vacina contra a nova variante do Coronavírus

 O grupo empresarial da indústria biofarmacêutica cubana (BioCubaFarma) garantiu nesta terça-feira que já está desenhando uma vacina específica contra a nova variante Ômicron do coronavírus, e que pode desenvolvê-la “em pouco tempo”.


O Dr. Eduardo Martínez, diretor da entidade estatal, afirmou no Twitter que os cientistas da ilha estão observando “com atenção” os relatos sobre o comportamento da nova cepa e que “se necessário” poderão desenvolver a vacina rapidamente.

Em outro tweet, o gerente acrescentou que, mesmo com essa capacidade, “agora o mais importante é acompanhar o processo de vacinação, inclusive o reforço da dose e manter as medidas”.


Cuba possui três vacinas próprias contra COVID-19 – Abdala, Soberana 02 e Soberana Plus – com as quais está realizando uma campanha avançada de imunização. Como parte dela, já foram aplicadas mais de 28 milhões de doses no país e mais de 9 milhões de pessoas completaram o esquema de vacinação, mais de 82% da população da ilha.


Além disso, já começou a administrar doses de reforço, visando aumentar a imunidade devido ao tempo decorrido desde a última injeção e ao surgimento de novas variantes do coronavírus. Até o momento, mais de 327 mil pessoas, principalmente de grupos de risco, já se beneficiaram com essas doses, segundo dados oficiais.


As vacinas cubanas ainda não receberam o aval da Organização Mundial da Saúde (OMS) para seu uso em emergências, embora estejam em processo de fazê-lo. Fora da ilha, eles já estão sendo usadas ​​em nações como Venezuela, Nicarágua e Irã, cujos órgãos reguladores aprovaram seu uso.

A OMS classificou o Ômicron como uma variante “preocupante”, para a qual pediu para acelerar a vacinação e reforçar a vigilância. Ele considera o risco de transmissão “alto”, dada a velocidade com que a variante desenvolve novas mutações que são potencialmente mais resistentes às vacinas e mais contagiosas.


Neste contexto, as autoridades sanitárias cubanas anunciaram esta segunda-feira que a partir do próximo dia 4 vão aplicar a quarentena obrigatória por uma semana a viajantes da África do Sul, Lesoto, Botswana, Zimbabué, Moçambique, Namíbia, Malawi e Eswatini. Os viajantes desses países africanos também devem apresentar o esquema completo de vacinação anticovídeo, o resultado negativo de um RT-PCR realizado no máximo 72 horas antes da viagem e outro teste desse tipo será aplicado aqui.


Enquanto isso, quem vier da Bélgica, Israel, Hong Kong, Egito, Turquia e demais países da África Subsaariana aplicarão as mesmas medidas das anteriores, exceto a quarentena e o PCR-RT do sexto dia.

Medidas semelhantes estão sendo aplicadas por outras nações para conter a rápida disseminação do Ômicron, que também foi detectada em países da Ásia, Europa e América, como o Canadá. Enquanto isso, entidades farmacêuticas como a empresa Pfizer e o Centro Gamaleya da Rússia – responsável pela vacina Sputnik V – disseram que podem atualizar seus medicamentos para torná-los mais eficazes contra a nova cepa.


Fonte: Oncubanews

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