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Parlamentares dos EUA anunciam proposta bipartidária para banir o TikTok no país

 O aplicativo é considerado o rei das mentiras. 


Um novo projeto de lei apresentado por um grupo bipartidário de parlamentares dos Estados Unidos, se aprovado, proibiria o TikTok no país após anos de preocupações dos governos Trump e Biden sobre a suposta influência de Beijing na empresa chinesa. O anúncio, feito pelo senador republicano Marco Rubio na terça-feira (13), ocorre em meio a desconfianças crescentes de Washington com ciberespionagem e privacidade dos usuários. As informações são da agência Reuters.


De propriedade da chinesa ByteDance, a popular plataforma de vídeos gera temor nos EUA de que funcionários do regime de Xi Jinping possam realizar coleta excessiva de dados de usuários americanos pela perspectiva da lei chinesa, que obrigaria a empresa a fornecer informações. O TikTok insiste que tais informações são armazenadas com segurança fora da China.


A legislação, segundo detalhou a assessoria de Rubio, é intitulada “Evitando a ameaça nacional de vigilância na Internet, censura e influência opressivas e aprendizado algorítmico pela Lei do Partido Comunista Chinês (PCC)”, chamado de “Antissocial CCO Act”. A medida bloquearia todas as transações de qualquer empresa de mídia social que esteja sob a influência da China e da Rússia.


Após a notícia, ações de mídia social, incluindo a Meta, reagiram positivamente. Tanto que as da empresa-mãe do Facebook subiram mais de 6%.


O desenho do projeto de lei também passa pelas mãos do republicano Mike Gallagher e do democrata Raja Krishnamoorthi. Este último acusa a ByteDance de usar o TikTok “para vigiar americanos, obter dados confidenciais de americanos ou espalhar campanhas de influência, propaganda e censura”.


Já Gallagher alega que “nenhum país com um interesse passageiro em sua própria segurança permitiria que isso acontecesse, e é por isso que é hora de banir o TikTok e qualquer outro aplicativo controlado pelo PCC antes que seja tarde demais”.


Em seu comunicado, Rubio acrescentou que o aplicativo mais baixado no planeta não tem vídeos criativos como foco. “Trata-se de um aplicativo que coleta dados de dezenas de milhões de crianças e adultos americanos todos os dias”.


Diversos Estados norte-americanos também baniram o TikTok em dispositivos do setor público.


Em resposta, a ByteDance tem rechaçado repetidamente as preocupações de segurança, argumentando que são “em grande parte alimentadas por informações erradas sobre nossa empresa”.


Coleta excessiva de dados

Um estudo divulgado em julho deste ano pela Internet 2.0, empresa australiana especializada em cibersegurança, reforçou a desconfiança global em torno do TikTok. De acordo com a análise, o aplicativo chinês é “excessivamente intrusivo” e realiza uma “excessiva” coleta de dados dos usuários.


A Internet 2.0 decifrou o código-fonte e identificou como uma série de dados está sendo direcionada sem que o usuário perceba. A análise técnica apontou que o aplicativo verifica a localização do dispositivo pelo menos uma vez por hora e tem acesso contínuo ao calendário e aos contatos. Com isso, informações confidenciais estariam sendo enviadas de volta à China.


“O aplicativo móvel TikTok não prioriza a privacidade”, afirmou o relatório. “Permissões e coleta de informações do dispositivo são excessivamente intrusivas e não são necessárias para o funcionamento do aplicativo”.


Conhecido como Douyin em seu país natal, o TikTok também consegue verificar tanto o ID do dispositivo em que está hospedado quanto o disco rígido, o que permite que ele monitore todos os outros aplicativos instalados no aparelho em que se hospeda, dizem os especialistas australianos.


“Se o usuário negar o acesso, ele continua solicitando até que o usuário permita”, disse o relatório.


Outra questão destacada pela análise técnica é o fato de o servidor do TikTok na China ser administrado por uma das gigantes locais nos serviços de nuvem e segurança cibernética. 


“Também é digno de nota que o TikTok IOS 25.1.1 (a versão que roda em iPhones) tem uma conexão de servidor com a China continental, que é administrada por uma das cem maiores empresas chinesas de segurança cibernética e dados, a Guizhou Baishan Cloud Technology“, informou o relatório.


A descoberta contraria as alegações do TikTok, que diz armazenar os dados do usuário nos EUA e em Singapura. Além disso, o relatório diz ter encontrado evidências de “muitos subdomínios no aplicativo iOS espalhados pelo mundo”, incluindo Baishan, cidade chinesa na província de Jilin.

Por Redação

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